quarta-feira, 1 de julho de 2009

RISCOS À SAÚDE- SEGUNDO A SOUZA CRUZ

A única maneira de evitar os riscos associados ao cigarro é não começar a fumar. E a única maneira de reduzir estes riscos é deixar de fumar.Estudos estatísticos têm mostrado que, em geral, o risco dos fumantes contraírem determinadas doenças é maior do que o risco dos não-fumantes. As autoridades de saúde pública têm divulgado que fumar está associado a certas doenças, como câncer de pulmão, doenças cardiovasculares e respiratórias. A associação entre o ato de fumar e os riscos à saúde é decorrente de estudos epidemiológicos, cujos resultados mostram que a incidência de determinadas doenças é maior em grupos de indivíduos que fumam do que em grupos de não-fumantes.Porém, esses mesmos estudos não são capazes de determinar o que poderá acontecer a um indivíduo em particular e servem apenas para avaliação de risco em um determinado grupo de pessoas e em uma determinada região ou país. Outras conclusões destes estudos são que os riscos associados ao hábito de fumar são maiores quando as pessoas começam a fumar mais cedo, quando fumam por um período mais longo de tempo e quando fumam um maior número de cigarros por dia. Assim, é razoável concluir que fumar menos ou deixar de fumar mais cedo pode, estatisticamente, reduzir estes riscos para um determinado grupo de pessoas, embora não se possa inferir em absoluto, que haja níveis seguros de consumo para um fumante em particular. Apesar de muitos anos de pesquisa, a ciência ainda procura identificar os mecanismos biológicos e o papel dos constituintes da fumaça de cigarro no desenvolvimento de doenças.Estudos epidemiológicos também têm mostrado por exemplo, que o risco de nascimento de bebês com peso inferior ao normal é maior em mulheres que fumam durante a gravidez. A ciência não pode determinar atualmente quais fumantes terão uma doença relacionada ao cigarro e quais não a terão, nem qual foi o fator determinante para o desenvolvimento destas doenças. Isto se deve, em parte, ao fato de que todas as doenças associadas ao fumo são multifatoriais, ou seja, existem diversos outros fatores - além do consumo do cigarro - que também estão associados às mesmas doenças como, por exemplo, obesidade, hábitos alimentares, sedentarismo, exposição ambiental e ocupacional, fatores genéticos e hereditários, exposição a outros produtos, histórico médico e estilo de vida, não sendo possível determinar qual dos fatores envolvidos foi o responsável pela doença.Confirma essa posição o fato de que as doenças associadas ao consumo de cigarros também ocorrem em pessoas que nunca fumaram. Assim sendo, o cigarro não pode ser considerado como a causa (necessária ou suficiente), mas tão-somente como um fator de risco, como diversos outros existentes.Contudo, a única maneira de garantir a eliminação do risco à saúde relacionado ao ato de fumar é não fumar.

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